Domingo, 20 de Maio de 2007

O Urbanismo Romano

    (Antes de começar: alguém, porventura, já reparou e sabe o significado daquelas letrinhas que estão sobre Roma, no mapa do cabeçalho?)

 


O Urbanismo Romano

 

A planta que aqui se apresenta é uma planta-tipo: não corresponde a nenhuma urbe em especial, mas respeita o conjunto de regras que o urbanismo romano foi desenvolvendo ao longo de mil anos de História.

                      Planta-modelo de uma cidade romana. Repara nas duas ruas mais largas e nas dimensões dos módulos que servem de medida a todas as construções

 

Como se pode observar, a urbs está rodeada de uma muralha (com torres de vigia) e tem planta rectangular. A cidade divide-se em módulos, separados entre si por ruas paralelas de dimensões iguais. Duas ruas, no entanto, têm dimensões maiores: o Cardo (sentido N-S) e o Decumanus (sentido E-O), desembocando cada uma delas nas quatro portas da cidade. No local em que estas duas ruas se cruzam fica o fórum e o mercado, ou seja: os espaços e edifícios mais importantes.

 

As dimensões dos módulos em que se divide a cidade determinam o tamanho dos espaços públicos. Assim, por exemplo, o mercado corresponde a um módulo. Apesar destas regras, ao longo do tempo surgiram construções tão grandes que as contrariam, sobretudo em Roma.

 

Corte das termas de Caracala. como podes ver, as termas são espaços onde os romanos podem encontrar tudo quanto precisam: escritórios; lojas, bibliotecas, restaurantes... (vê a imagem seguinte) ... e, obviamente, também as piscinas para os três banhos: "caldarium" (banho quente),  "tepidarium" (tépido) e frigidarium (frio). Naturalmente, não podiam faltar as salas para massagens!  Sabiam viver muito bem, estes romanos!

A monumentalidade e a utilidade são as características essenciais das construções romanas. Ficam aqui alguns exemplos disso (coloca o rato sobre a imagem para leres mais informações).

             A ponte romana de Chaves foi mandada construir pelo imperador Trajano, no final do séc. I / início do séc. II. Mede cerca de 150m e tem 12 arcos. Fotografia da C.M Chaves

 

               Arco de Sétimo Severo: construído em 203 para comemorar o décimo aniversário da subida ao trono deste imperador. Os baixos-relevos contam as suas vitórias na Pártia (Pérsia:Irão e Iraque) e na Arábia. O texto da dedicatória destinava-se aos filhos do imperador, Caracala e Geta, mas quando Caracala se tornou imperador mandou apagar o nome do irmão.

              A coluna de Trajano foi erigida em Roma em 113, para celebrar as vitórias do imperador na Dácia. Mede 30m de altura e no cimo foi colocada uma estátua enorme do imperador. Dento do pedestal em que assenta a coluna estão as cinzas do próprio Trajano.             Pormenor da coluna de Trajano. Cada uma das bandas mede cerca de 1,30m. (Ambas as fotografias foram retiradas da Internet)

Na página maquettes historiques podes divertir-te a ver reconstituições de Roma antiga. É uma página em francês, mas as imagens são magníficas.


Responde, agora, aos seguintes exercícios:

 

1 – A quantos módulos corresponde cada um dos espaços mencionados na planta?

 

2– Qual a utilidade de construções como os arcos do triunfo e as colunas triunfais?

Fátima Stocker

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publicado por asergio às 23:34
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Sexta-feira, 4 de Maio de 2007

Objectivos para o ponto

 

1 – Identifica no mapa as fronteiras europeias do Império Romano.

 

2 – Localiza no mapa as principais províncias do Império Romano.

 

3 – Identifica países actuais que foram províncias do Império Romano.

 

4 – Conhece as províncias em que foi dividida a Hispânia.

 

5 – Conhece o nome latino e actual das principais cidades romanas em solo português e indica o nome pátrio dos naturais dessas cidades.

 

6 – Justifica a designação de Mare Nostrum dado pelos romanos ao Mediterrâneo.

 

7 – Indica, explicando a respectiva importância, os principais factores de unidade do Império.

 

8 – Caracteriza cada um dos grupos sociais de Roma.

 

9 – Explica o que entende por mobilidade social.

 

10 – Distingue o modo de vida dos poderosos do modo de vida das camadas inferiores da sociedade romana.

 

11 – Indica os organismos de poder durante a República.

 

12 – Prova que Díon Cássio tem razão quando define o império como “uma monarquia disfarçada”.

 

13 – Conhece o papel de alguns protagonistas da História: Cipião; Aníbal Barca; Viriato; Galba; Júlio César; Vercingetórix; Augusto.

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Terça-feira, 1 de Maio de 2007

MODO DE VIDA EM ROMA

1 – H ABITAÇÃO

1.1 - Domus

As pessoas poderosas de Roma viviam em casas particulares, as domus.

     

              planta de uma domus

 

Na domus, à excepção do átrio (atrium) cada divisão tinha uma função específica. Assim:

 

A entrada – fauces – dá acesso a um pequeno espaço, o vestibulum, atrás do qual se abre o atrium que é o espaço central da domus. A sua abertura superior (compluvium) permitia a entrada da água da chuva que caía num pequeno tanque (impluvium), ligado a uma cisterna destinada a armazenar essa água. Num recanto do atrium fica o lararium , altar destinado ao culto doméstico.

 

O atrium fornece a luz necessária às divisões que o circundam, nomeadamente, o triclinium utilizado para as refeições do dia-a-dia e o tablinum, escritório do dono da casa, utilizado como sala de reuniões com pessoas que não fossem da família.

 

Um pequeno corredor liga o atrium ao peristylium – segundo pátio interior. Como o nome indica, estava rodeado de colunas e era embelezado com arbustos, flores, estátuas, etc. Junto ao peristilo estão os cubicula (cubiculum: quarto de dormir), a exedra (sala destinada aos banquetes) e também os banhos, apenas nas casas mais ricas. Muitas casas ainda tinham um segundo jardim.

 

Como já deves ter reparado, a casa romana está toda voltada para o interior. A entrada de serviço fazia-se pelo posticum. À entrada de algumas domus havia tabernae (sing.: taberna) que eram lojas do dono da casa que aproveitava para, nelas, vender os produtos das suas propriedades rurais.

 

O mobiliário romano era escasso, mas isso era compensado pela riqueza dos materiais com que a casa era construída e decorada: chão de mosaico (aquecido por um sistema de aquecimento central) paredes de mármore ou decoradas com belas pinturas.

 

1.2 – Insulae

 

A maioria dos romanos habitava em apartamentos arrendados (cenacula) em prédios de habitação: as insulae. Como podes ver pela imagem, o aspecto exterior não era nada mau, mas…

                Aspecto de uma insula

 

Varandas e janelas sem vidros arejavam o interior; não havia chaminé nem cozinha (cozinhava-se em fogareiros e os moradores aqueciam-se com braseiras); não existia água nos andares (e alguns destes prédios chegavam a ter sete andares!) e, naturalmente, os mais pobres sujeitavam-se a morar nos andares de cima. O preço da renda subia constantemente. O rés-do-chão de cada insula era ocupado por lojas, também arrendadas pelo proprietário.

 

Pelas características destas habitações, o perigo de incêndio era constante, para já não falar nas doenças provocadas pela falta de higiene.

 

______________

Podes consultar esta página para veres outras perspectivas da domus.

Fátima Stocker

 

 

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publicado por asergio às 12:55
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